AMD não acredita (ainda) no PC Home
Divergências sobre a convergência? Menos de um ano depois da apresentação do seu conceito “Live!” na CES de Las Vegas, a AMD revelou ontem uma visão muito conservadora da sala digital, aparentemente diferente daquilo que a Intel desenvolveu para a sua plataforma Viiv.
De fato, no lugar de essayer de transformar o PC num magnetoscópio digital reinando sobre as televisões, a AMD resolveu apostar na combinação de um set-top box (um simples gabinete para ser ligado a televisão) e de um computador desktop baseado num processador AMD, evidentemente. Durante este acontecimento parisiense, a AMD expôs de um lado o gabinete DDREAM assinado pela Worldsat e comercializado por 129 euros com opcional conectividade Wi-Fi ou CPL e de outro, um computador equipado de um Athlon 64 X2 e a suíte de aplicativos AMD Live! Esta oferece diversas aplicações como visiophonie, download de jogos, controle parental, compartilhamento de arquivos ou ainda o gerenciamento da rede doméstica…
Divergente a visão da AMD? Pode ser que não, mas enquanto isso, é sabido que a oferta Viiv da Intel faz quase as mesmas coisas, ou quase, se baseando não nos seus próprios softwares, mas no Windows Media Center. Além disso, a foundry se apressou em revelar, numa parceria com a Netgear, o seu primeiro Digital Media Adapter com certificação Viiv…
E quando Yannick Castel, responsável pela divisão de grande público da AMD France declarou: “O PC se tornou o coração da rede doméstica, transformando a televisão numa plataforma interativa. Graças a um PC AMD LIVE!, a família poderá acessar através da TV todo o seu conteúdo digital. Ver programas diretamente na TV ou fazer uma pré-gravação, ver fotografias e ouvir música em casa se tornou uma brincadeira de criança… tudo isto não importando se a pessoa está na parte interna ou externa da casa.” Foi onde nos questionamos sobre o que é verdadeiramente novo na visão Live! da AMD…
Mediacenter ou servidor doméstico: as visões estratégicas da Intel e da AMD são opostas no que diz respeito a sala digital, pelo menos aparentemente. Contudo, este é um espaço que poderá lhes escapar em benefício dos fabricantes eletrônicos de grande público (consoles de jogos, filmadoras digitais, gravadores DVD…) ou das operadoras de telefonia onde o “box” multimídia com discos rígidos já começa a se impor, como no mercado francês, por exemplo. Este é um mercado cujas especificidades visivelmente escapam das equipes de marketing dos grupos americanos… 
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