HD DVD, uma morte anunciada
Os comentários que surgiram neste último final de semana a respeito do abandono definitivo do formato HD DVD por parte da Toshiba começaram a provocar as primeiras reações na Bolsa, onde tanto esta companhia quanto a Sony viram o valor das suas ações subir.
Apesar de ser triste que finalmente um dos formatos tenha de desaparecer, tanto a indústria quanto os consumidores se verão muito beneficiados por esta medida. E a Sony vai fazer a festa, claro, mas é evidente que nesta luta de formatos tinha de haver um vencedor e um perdedor. Ou melhor, alguém que ganhe muito e alguém que também ganhe, apesar de um pouco menos.
Surpreendentemente, a decisão da Toshiba, que aparentemente abandonará o formato em definitivo brevemente, não viu o valor das suas ações baixar, mas sim o contrário. Os investidores sabem que esta decisão, apesar de difícil, permite que agora todos os desenvolvedores e produtores possam centralizar seus esforços num único formato, o que ao longo do tempo barateará os custos de produção, os dispositivos de visualização e, esperamos, o preço dos filmes.
Muitos analistas esperavam este tipo de conclusão depois do anuncio da Warner e da Netflix, que decidiram apostar somente no Blu-ray em detrimento do HD-DVD. Isto fez com que os acontecimentos se precipitassem, já que o apoio de Hollywood ao formato da Sony é muito determinante.
Uma pena. Tudo indica que o formato HD-DVD repetirá a história do desaparecido formato Betamax.
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